domingo, 6 de novembro de 2016

Segundo Soneto do Asco

Senti uma brisa quente, amor;
Não vá pensar que foi o meu calor;
Em verdade que não há verdade;
Mostro-lhe grande sinceridade.

De uma vida sem nenhum pudor;
Vivo pensando como sonhador;
E mesmo sem oportunidade;
Também vivo em prosperidade.

Em meu coração cheio de arte;
Adormece sem nenhum alarde;
Pra sempre esse belo encarte.

Contudo o mesmo ainda arde;
Sem sentir nem sombra de enfarte;
Pois pra ele nunca é tarde.




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