sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Transcendendo Saliento

Sustento;
Mas não entendo;
Esse alento;
Vai me corroendo.

Sem contento;
Acabo sofrendo;
Isso não ostento;
Mas aprendo.

Sigo desatento;
Transcorrendo;
Meu discernimento;
Muitas vezes horrendo.

Porém sedento;
De conhecimento;
Que vai abrangendo;
Todo sentimento.




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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Pseudo-humildade

O seu modo de pensar;
Ser e agir;
Um dia vai ruir;
E disto você vai avaliar.

Para que possa cogitar;
A se desinibir;
Sobre o famoso ir;
Vindo de algum lugar.

Nisso representar;
Ou se imbuir;
De tesouros a tinir;
Para algo desfrutar.

Sendo assim vá pastorar;
Suas ideias brandir;
Idealizações banir;
E a vida exaltar.




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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ainda Vivo

Vindo de meu lar;
Onde voltei a viver;
Para vivenciar;
Minha vida de querer.

Quando veias estão a derramar;
Serás como vela ao derreter;
Veredas das lagrimas aflorar;
Ou apenas finos vasos aparecer.

Não me cabe vociferar;
Tudo que já me veio entorpecer;
Muito menos vou vacilar;
Com o que ainda vai me ocorrer.

Tenho vivido de forma singular;
Idas e vindas me fez crescer;
Das vitorias devo me orgulhar;
Outras vagueio sem querer vencer.




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sábado, 8 de abril de 2017

Reingresso

Após dias de agonia;
Eis o meu regresso;
Volto com hegemonia;
Mas sem excesso.

Como em harmonia;
Onde me expresso;
Parecendo uma sinfonia;
Sem recesso.

Banhado em ironia;
Trago um progresso;
Na pele monotonia;
No qual me foi impresso.

Pois traz epifania;
Da qual me interesso;
Sem nenhuma vilania;
Assim me despeço.





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sábado, 21 de janeiro de 2017

Inspiração Jururu

Sou arte passageira;
Moribundo da alegria;
Nessa vida derradeira;
O positivo é alegoria.

Onde olho poeira;
Aonde vou sangria;
Na mais bela cachoeira;
Não há simetria.

Retendo com a peneira;
Falta-me sabedoria;
Para lidar com sujeira;
Precisa-se de maestria.

Parece até besteira;
Nessa vida de euforia;
Mas considero baboseira;
Tudo de minha autoria.





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Remate

Lembranças que despertam;
Sonhos se arrastam;
Momentos que outros veneram;
Em mim findaram.

A força da paixão;
Que a muitos corromperam;
Em mim cultivarão;
E assim cresceram.

Uns novos atos começarão;
E por fim se entrelaçaram;
Nessa vida que iniciarão;
Com sorrisos que maltratam.

Com pouco se amarão;
E eu nessa desilusão;
Trabalho em meio à escuridão;
Apenas com minha premonição.




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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Quarto Soneto do Conforto

Alívio pra melhorar o humor;
Com o tempo que a tudo move;
Nesta vida regrada em clamor;
Transforma e muito se comove.

Porém, como em um grande rumor;
A falsa verdade se promove;
Às vezes, saturada com amor;
Ou de tudo que se desaprove.

Lenitivo, o passar das horas;
Mostra disforme esse momento;
E reflete calma, sem demoras.

Consolo com um discernimento;
Pra que não caia devastadoras;
As implicações do sentimento.




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