Uma dor pontiaguda;
Um entalo na garganta;
Que a alma desnuda;
Sofre e não se espanta.
Enquanto não tem ajuda;
A tristeza é tanta;
Que fica logo sisuda;
E o mal se planta.
Algo que não se estuda;
Nem se esconde numa manta;
É uma vontade carnuda;
Que por isso nada encanta.
Mas não se iluda;
Há felicidade que levanta;
De modo que logo gruda;
E uma ponta de esperança infanta.
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